domingo, 13 de março de 2011

Alcoolismo Disfarçado

Por Carlos Bayma

Observem estes 10 comportamentos repetitivos, que geralmente ocorrem com homens (ocorrem com mulheres também, porém em menor intensidade), relacionados ao consumo de bebida alcoólica:

01) Programação alcoólica: Ele só escolhe programas e diversões que, de alguma forma, tenha bebida alcoólica envolvida ou que a inclusão desta não seja inapropriada;
02) Só pra relaxar: Toda vez que chega que ele chega do trabalho, antes mesmo de tomar banho, senta e toma algumas doses de whisky ou duas a três latinhas de cerveja;
03) Impaciência no bar: Ao chagar em um bar ou restaurante, mostra-se excessivamente impaciente até que o garçom chegue com sua bebida;
04) De virada: A primeira (às vezes, a segunda e a terceira) dose ou copo de bebida alcoólica é sempre tomada de uma só vez e, após, uma expressão de alívio ou contentamento surge em seu semblante;
05) Logo cedo: Geralmente aos sábados e/ou domingos, ele já começa a beber logo após o desjejum, emenda pela tarde e, muitas vezes, adentra pela noite;
06) Apagão: Frequentemente ele não consegue se lembrar do que fez ou daquilo que disse quando estava sob efeito da bebida alcoólica;
07) Um porre por semana: Embora raramente beba durante dias úteis, geralmente nos finais toma aquele porre que, invariavelmente, termina em vomitadas, constrangimentos ou carregado por amigos;
08) Sem motivo: Bebe apenas por beber e, em geral, sozinho, em casa ou em um bar, barraca ou boteco próximo e raramente fica bêbado ou perde a consciência. Mas bebe todo dia.
09) Irritação: quando o assunto do alcoolismo é abordado, gera um reação desproporcionalmente agressiva do suspeito;
10) Minimização e negação: “não é bem assim”, “bebo apenas socialmente” ou “ela está exagerando” são frases típicas de quem já está comprometido com o álcool, mas quer tirar por menos ou negar.

Muitas dessas pessoas não são consideradas alcoólatras. Nem pelos outros, nem por elas mesmas. Desde que não seja repetitivo, é provável que não haja problemas mais sérios.
Entretanto, considerada a reincidência de um ou mais desses comportamentos, a possibilidade de que algum grau de dependência já exista é grande. E, dessa forma, atingir o ápice, o alcoolismo pleno, é só uma questão de tempo.


* Texto retirado do blog do Dr. Carlos Bayma Diário de Saúde sobre medicina e saúde de fácil entendimento numa abordagem holística. O Pura Luz Yoga recomenda!



2 comentários:

Hayana disse...

Conheço algumas pessoas nesse perfil. Uma negação eterna pra não entrar em contato com a verdade. Pode ser até que haja o contato, mas assumir é que é o difícil... conviver com a máscara é sempre a melhor opção pra quem não tem coragem de sair da zona de conforto. Mas até quando dura isso?

Fernando Henrique disse...

Eita, bem que eu gosto de uma boemia. Sou apreciador da cuba-libre. Mas, pela descrição do texto, escapei do alcoolismo disfarçado. Oooobbbbaaaa!!! Isso merece um brinde..rsrsr. Tô falando sério, viu? É que não preciso de pretextos para beber! Bebo quando há todo um contexto! Nada da bebida pela bebida. Muito embora já tenha feito uso da bebida como fuga, na fase em que todos os problemas de família desembocavam em mim. Fiz uso não só da bebida, como também das mais variadas formas disfarçadas de escape. Hoje, ultrapassada essa fase, não mais preciso de "válvulas de escape". Então, vamos celebrar... vamos viver livres e seguindo o infalível guia do coração...tim..tim...saúde!!!