domingo, 24 de abril de 2011

Quem ama tem que ceder. Será?

Por Anamaria Lima

Ceder é o pré-requisito número um para quem quer ter relações afetivas saudáveis, não é mesmo? Para quem apenas deseja viver em harmonia com aqueles que ama, certo? Errado. Explico o porquê.

Desde a mais tenra infância, somos levados a acreditar que só seremos amados e reconhecidos se nos comportarmos da forma esperada, adequada. Nossos pais, quando repreendem determinados comportamentos e apreciam outros, vão construindo em nós uma crença muito perigosa e nociva: a de que seremos abandonados e rejeitados se não os agradarmos. Assim, somos ensinados a agir da maneira que eles esperam e, em troca, ganhamos amor e proteção.

À medida que vamos crescendo, estendemos esse padrão a todas as nossas relações. Nós aceitamos reprimir nossa essência, nossa energia vital para corresponder às expectativas da sociedade (família, professores etc). É o que chamamos de concessão.

Somos os reis e rainhas da concessão. Atire a primeira pedra quem não foi,só para agradar, àquela festa tediosa da família do marido/mulher/namorado/namorada, visitou um parente por obrigação, ouviu aquele amigo/a pela enésima vez sobre suas lamúrias amorosas, acompanhou o cônjuge em um show de uma banda que você detesta, só para citar alguns exemplos.

Temos a ideia equivocada que nos comportamos assim porque somos bonzinhos, gentis e educados. O que custa, afinal de contas, fazer uma visitinha ou ir ao um show que detestamos? Custa. E muito! Não nos damos conta que por trás de tanta bondade está nossa necessidade de aprovação e aceitação. O outro, a quem dirigimos nossa concessão, não tem absolutamente nada a ver com nossa ‘generosidade’.

Na verdade, terminamos abrindo mão do que é essencial e vital para nós com medo de causar desarmonia e desprazer em nossas relações. Assim, passamos a fazer e dizer coisas contra a nossa natureza, minimizando ou negando nossos reais desejos. Esquecemos que a palavra “não” existe em nosso vocabulário e que ela pode e deve ser dita.

O resultado disso tudo, em vez de harmonia, são densentendimentos constantes acompanhados de uma recorrente sensação de frustração e de não apreciação: “eu faço tudo por ele/ela, mas ele/ela não reconhece”, “ele/ela é muito egoísta porque não quer ir comigo à festa”, “não acredito que ele/ela não quer ir comigo à casa da minha mãe, eu sempre faço isso por ele/ela!”.

Quando nos sentimos dessa maneira, é porque as cobranças já se incorporaram ao nosso vocabulário emocional e comportamental, pois quem faz concessão automaticamente cobra. O cobrador é aquele que pede de volta aquilo que deu contra sua vontade. E o pior: a pessoa cobrada nem tem consciência dessa ‘dívida’. Afinal, fomos nós quem aceitamos fazer o que não queríamos, não é verdade?

Concessão nada tem a ver com flexibilidade, que fique bem claro. Podemos fazer pequenas acomodações para vivermos em harmonia com as pessoas, o que está longe de irmos contra a nossa essência. Sair para comer sushi, em vez de pizza que era o que você gostaria, não é concessão quando se aprecia as duas opções.

Portanto, é fundamental que estejamos bastante atentos às concessões. Ceder às exigências de conduta da sociedade só traz prejuízos a nós mesmos e aos que nos rodeiam. Viver em harmonia e com autenticidade tem a ver com assumirmos nossas vontades e necessidades. E isso não implica na mudança do outro, mas na coragem de assumir o que verdadeiramente somos, pensamos e queremos!


* Psicóloga clínica formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Atende no espaço de tratamentos holísticos Pura Luz Yoga, utilizando como ferramentas auxilares os Florais Australianos, técnicas de respiração e da bioenergética.
email: analima.psi@gmail.com

57 comentários:

Dih disse...

Parabens Ana Maria suas palavras foram mto bem escolhidas e expresadas,e finalmente entendi meu proprio comportamento e conflitos,eu não me entrego mto a tal da consessão sabe,desde mto cedo aprendi a falar não,mtas vezes tive q cerder e tbm sofri por dizer não as vezes pra irmãs e mãe pq elas acreditam q a tal da concessão eh o ''correto'' neh mas bem ou mau elas aprenderam a lidar com meus não vou,não toh afim,não faço hehehehe!Muito obrigada Ana Maria agora tenho um texto para mostrar a elas e a todos do meu meio social que explica q não sou antipatica,antisocial,ou de lua eu só não sou obrigada se é que me entende hehehehe!!!!!!Beijos mto sucesso,mta paz e mta luz =D =*

Stella Caram Abduch disse...

Voce esta certa, muito do que nos fora passado na infancia fica gravado na nossa memoria e repetimos modelos e deixamos muitas vezes que esses mesmos modelos suprimam a nossa verdadeira essência. Mas eu acho tambem que viver em sociedade, ter uma relação legal dentro de casa, com o conjuge, com os pais, com os irmãos significa ter que ceder sim, ceder no sentido de ser inteligente o suficiente pra saber o que não passa por cima ou reprime as proprias vontades, a propria "essência"... Por que nao ir a um show de uma banda que voce nao gosta ou nao conhece tanto assim? Nao acredito que isso seja reprimir a essencia, entendo isso como uma porta pra conhecer coisas novas, ir a um show diferente (de repente sair do show gostando mais da banda do que o proprio parceiro!), encontrar amigos, abrir a cabeça e de quebra, "prestigiar" a pessoa com quem voce esta. Isso, muito pelo contrario, nao fere a minha essência, mas me da prazer. As pessoas têm estado tão individualistas, mimadas, intolerantes e donas da razão... Não acredito que colocando mais "nãos" nas vidas delas vai fazer com que sejam mais originais, mais livres mais "elas mesmas"... Acho que NINGUEM gosta de ir visitar um parente, é um saco!! Mas isso se chama solidariedade, se chama respeito, amor. E se ha gente que da, esperando receber em troca, isso ja é um segundo problema a ser tratado com um bom psiquiatra. Esse tipo de coisa me alimenta a alma, me enche de energia e de força pra encarar o que quer que seja. Ouvir aquele amigo que não troca o disco e fica se lamuriando precisa do seu ouvido sim!!!! Quantas vezes não foi o contrario? Somos ser humanos, certo? Se o disco estiver riscado e eles ficar cansativo, fale "chega"!! Mostre pra ele que ele esta repetitivo e chato e que PRECISA sair dessa. E pronto, ele vai parar. Esse é o "não" que ele precisa ouvir, é o limite que, como amigo, espera de voce.
Sabe, eu concordo com muitas coisas que voce disse, mas nao acredito que esse tipo de atitude vai contra nossa natureza, e que estaremos abrindo mão do nosso "essencial". Essas coisas alimentam, abrem, enobrecem a nossa natureza. Alias, eu acho que o "essencial" vem justamente de experimentar, de ceder (ou melhor, de "saber" ceder), de encarar o novo, de praticar a solidariedade por mais que num primeiro momento isso seja chato, de ir fazer coisas chatas sim e perceber que no final nao custou nada e que de repente voce fez muito bem pra uma pessoa, ou pro seu companheiro, enfim.
Por fim, acredito que o "não" seja importante sim, alias, essencial. Mas não pra se limitar, e sim pra se libertar. E temos uma tendencia mesmo em usar muito mal o nosso "não". Mas definitivamente acompanhar o parceiro no show da banda que voce detesta, ir visitar um parente doente, ir à festa tediosa da familia do marido, pra mim, nao tira a minha essencia, nao faz com que eu perca de vista, ou sufoque, ou passe por cima dos meus anseios, caracteristicas, vontades, muito pelo contrario, me abrem o leque, me dão prazer.
De qualquer forma, concordo que as pessoas tem que ser maduras o suficiente pra saber como dizer o tal do não. Se for na festa da familia do marido esperando receber a "recompensa", melhor nao ir MESMO, ou melhor, nao deveria nem ter casado, deveria ter passado por uma boa sessão de terapia primeiro, pois quem nao sabe dizer os nãos verdadeiros e necessários e se sente em divida com o parceiro, vai provavelmente ter o casamento fadado ao insucesso.

Anônimo disse...

gostei muuuuuuuuuuito de seu texto ´vivo isso com algumas pessoas é desgastante

Diogenes Pereira de Araujo disse...

ANA MARIA:

Difícil demais encontrar pessoa que viva cedendo.

90, ou mesmo 95%, das brigas entre cônjuges são geradas pelo fato de um pretender impor sua vontade ao outro. Isso é uma forma de criticar. A crítica constante transforma o lar num inferno.

Uma pessoa que cedesse sempre, por outro lado, não estaria amando o cônjuge.

Conforme diz o livro de Içami Tiba: Quem ama Educa. Não se trata apenas de filhos, também cônjuges.

Ceder? Sim, mas é preciso saber ceder. Oferto o poema adiante:



Saber Ceder

Tu tocas meu cabelo suavemente
com tuas mãos abertas deslizando;
teu terno olhar circunda-me envolvente
e aos meus ouvido dizes, sussurrando,

quanto me amas. Acolho-te contente.
Porém, para eu sentir que estás me amando
de fato e de maneira convincente,
permite-me dizer (meu tom é brando):

se em leves toques mostras teu carinho
e a viva voz declaras teu amor,
olhar, falar, tocar tem real valor,

mas deves percorrer melhor caminho,
para me amar de forma sempre nova:
saiba ceder: de amar, a maior prova

Diógenes Pereira de Araújo

Priscila Ricieri De Sicco disse...

Gostei muito do seu texto, confesso até que me identifiquei com muitas de suas palavras. As vezes nos sentimos presos e infelizes, pelo simples fato de não percebermos o quanto deixamos de ser nós mesmos para assim ser e viver o outro. Daí a grande importancia de antes de qualquer relacionamento conhecer-se bem e estar completo para si, afinal somente desta forma seremos capazes de não confundir oque de fato queremos e acreditamos ser bom para nós com os sonhos e vontades daqueles que amamos. Por outro lado, acredito que quando abrimos mãos de algumas coisas de coração aberto e naquele momento damos o melhor de nós acaba tornando-se prazeroso, é claro que tudo tem um limite. Você não precisa estar sempre fazendo coisas que detesta só por agradar o outro, mas tentar ver se aquilo sera interessante ou não, pode ser bom também. Afinal só descobriram que o açúcar é doce depois que provaram o sabor do contrario ele continuaria sempre sendo um pó branco e sem utilidade alguma. Portanto minha opinião é que não se pode ser o extremo de nada, é importante ter opinião própria e saber doque gosta e oque quer, mas é fundamental as vezes ceder, até mesmo pelo auto conhecimento, afinal ninguem vive completamente sozinho nesse mundo, e assim que nós nascemos precisamos de duas mãos para nos segurar. Autruismo faz parte do amor.

Diogenes Pereira de Araujo disse...

ANA MARIA:

Tomo a liberdade de postar outro poema:




Eu sou você

O amor tem por premissa a oração:
quem quer amar primeiro busque o orar
e peça a Deus que dê a revelação

de como amar alguém. Deus nos conhece
só Ele pode o Amor nos outorgar:
em todo Amor há Deus que à terra desce

No espaço, no vazio da fé cristã
avassalou no mundo a impiedade.
Por que fazer do amor palavra vã?
De mais pessoas que amem de verdade

o mundo está carente e ansioso espera.
No Amor sempre está Deus, é o que se vê.
O Amor transcende o eu e nos supera:
no amor Você Sou Eu e Eu Sou Você

Diógenes Pereira de Araújo

Diogenes Pereira de Araujo disse...

ANAMARIA:

Queira desculpar ter escrito seu nome diferente de comno é.

Joselito Soares disse...

Ana Maria, muito bom o texto, só acho que os exemplos dados não condiz com o conteudo do texto, o fato de ir a um show que não gosto com minha companheira que adora não vai me prejudicar em nada, se faço isso pelo prazer que tenho de vê-la feliz estarei tambem sendo feliz, o mesmo acontece com o jantar de familia, se eu não sou capaz de dedicar algumas horas para a pessoa que compartilha comigo tudo o que vivo, eu preciso me reavaliar de verdade, CEDER é realmente fazer algo que não optariamos naturalmente, mas, ceder indo a um show, a um jantar de familia, ceder o nosso tempo para crianças com cancer e termos o prazer de ser feliz apenas com o sorriso dos beneficiados, vale sim, acredito EU, porém, CEDER por algo que vai de encontro aos nossos principios e que venha a nos agredir, causando-nos danos, ai sim seria uma péssima escolha.

Anônimo disse...

minha vida é assim.vivo com uma mulher que não amo.trabalho numa porcaria de emprego que detesto.mas tenho que fazer o teatro de bom marido p não magoa-la.e ir p aquela porcaria de trabalho que eu detesto,é uma prisãp p mim.as vezes rezo p o tempo passar rapido e ir embora desse mundo.é unica forma de me liberta entende.o que faço???

Nova Era disse...

Não gerando sofrimento a ação da concessão poderá ser uma doação.
Prá isto é necessário uma aceitação consciente.
Parabéns, obrigada e um grande beijo

Cristina Mikowski disse...

As respostas muitas vezes surgem rapidamente. Tinha acabado de falar a respeito de poder escolher, e recebi o texto pelo André Lima.
Suas palavras estão corretissimas, infelizmente somos criados e montados dessa forma, muitas vezes pensando unica e exclusivamente em agradar para ser querido. E pior, acabamos passando isso para nosssos filhos como se estivesse incorporado ao nosso DNA.... mas, podemos mudar, quebrar tabus e barreiras e não para sermos individualistas, mas para sermos apenas felizes com as nossas escolhas, mesmo que mudando as vezes de opinião. Obrigada, gostei muito das palavras.
Cristina

Luma Heyn disse...

OLá! Su de Campo Grande - MS e gostei muito desse ponto de vista no sentido de cobrarmos inconscientemente o que fazemos contra nossa vontade!! Realmente isso é muito prejudicial e percebi isso só agora, lendo o seu texto. Eu passei recentemente por uma situação em que fiquei muito insatisfeita por não ter sido reconhecida( a tal cobrança rs) e isso me fez muito mal, tanto psicolígicamente quanto fisicamente.
Muito obrigada, e continue compartilhando por favor!

Maria Luiza disse...

Primeiramente Parabéns... um texto muito rico e que se aplicado, muito contribuirá para nos posicionarmos diante de tudo e de tudos!!! Aprendi isto a duras penas, pois sempre sentia em mim a responsabilidade de ajudar e estar presente, sempre que solicitavam minha companhia. Aprendi isto, depois de várias decepções, traições e por aí a fora... Mas sou muito grata, pois consegui me enxergar e acima de tudo a me respeitar!!!

Anônimo disse...

Concordo em partes!
Acredito que quando cedemos em algo, isso deve ser uma aceitação consciente e sem cobranças futuras.
Não acho que quando fazemos uma coisa para agradar alguém, nos traga frustação, porque principalmente nas relações afetivas, nos sentimos felizes quando fazemos alguém feliz. Pior seria se fizéssemos apenas o que quisermos e do jeito que quisermos. Assim nos tornaríamos pessoas egoístas!
Existem diferença entre "fazer algo para agradar" e "ceder às exigências de conduta da sociedade". Você pode ser autêntico, não seguindo padrões da sociedade e ainda conceder a uma pessoa querida um passeio a um local que não goste somente por tentar satisfazê-la.
Imagine como seria um casamento em que cada um quisesse fazer do seu jeito e pronto! Onde fica a doação?
Tudo deve ser feito com equilíbrio. As vezes dizer sim, as vezes dizer não...

Anônimo disse...

NOSSA QUE TEXTO INCRÍVEL! PARABÉNS!
PENSO ASSIM E AJO ASSIM, VEJO QUE NÃO TEMOS QUE CRIAR PERSONAGENS PARA SER ACEITOS E AGRADAR AOS OUTROS TEMOS MESMO QUE SER CORAJOSOS E ASSUMIR "QUEM VERDADEIRAMENTE SOMOS, QUEREMOS E PENSAMOS." ISSO É EVOLUÇÃO ESPIRITUAL. GOSTEI MUITO DO TEXTO. MAIS UMA VEZ PARABÉNS.

Anônimo disse...

PARABENS... gostei muito do texto e sei que faço esse tipo de coisa. nao gosto de ir na casa de minha sogra,mas vou porque meu marido me chama p/ ir,mas cobro dele porque ele quase nao vai na casa de minha mae,mas vou começar a prestar mais atençao nisso daqui p/ frente..obrigado

Erika Horst disse...

Olá, Ana! Devo discordar de suas palavras.
Quem ama cede. Não tem que ceder. E não vejo busca de aceitação nisso.

Porque o amor quer o bem do outro. Quando se faz alguma coisa por amor, não há um sacrifício tão grande assim.

Ao contrário. É um prazer ver o outro feliz.

Há limites, claro. Casos e casos...

Ouvimos num rádio outro dia uma moça em angústia porque o seu companheiro pediu de presente de dia dos namorados que ela concordasse em ter relações sexuais com dois outros homens ao mesmo tempo para que ele assistisse porque essa era a sua fantasia. Ora, esse louco não a ama. Não tem noção de amor. Não sei que decisão ela tomou, mas ela não queria ceder a esse absurdo e não tinha mesmo que ceder. Tinha é que mandar ele passear.

Mas um casal saudável, faz concessões. Vai só para agradar àquela festa tediosa da família do outro, vai visitar parentes por obrigação, ouve amigos sobre suas lamúrias amorosas, acompanha o cônjuge em um show de uma banda que detesta, etc. E isso não faz mal nenhum. Qual o problema.

Família e amizade são vias de mão dupla. Todo mundo tem família pra visitar e amigos para ouvir ou para servir de ouvido em alegrias e tristezas. Se amigos não podem ouvir lamúrias, não são amigos. E quem acha que só sua família é legal ou chata também se engana.

Se ceder parte de ambos, não haverá motivos para cobranças futuras.

Justamente porque ninguém quer ceder em nada, sob o falso pretexto de estar se anulando é que os casamentos não sobrevivem. Pessoas que não cedem, apenas flexibilizam (é fácil escolher entre duas opções agradáveis) só pensam em si mesmas e nas suas satisfações. Pessoas assim não servem para relacionamentos duradouros e equilibrados. São egoístas. Egoísmo não se coaduna com amor.

Ao ceder, não estou deixando de ser o que sou, nem mudando meu modo de pensar, nem desistindo do que quero. Estou agindo em prol de viver em harmonia e fazer bem ao meu conjuge e consequentemente, a mim também. Isso é companheirismo. Estar casado é ser companheiro, amigo. Senão vem a solidão. E quando se está casado, mas sozinho, logo vem a separação, pois não há sentido na relação.

Assim, resguardadas as situações atípicas, exigências descabidas, quem ama cede, sim!

Diogenes Pereira de Araujo disse...

Erika Horst:

Palavras apropriadas, esclarecedoras.

Anônimo disse...

Em meio a tantas circustâncias que nos influenciam diariamente, as vezes não estamos tão a luz da conciência para percebermos que estamos concedendo além da conta, mas por certo, chega um momento que nossos olhos abrem-se para nós mesmos e começamos a pensar realmente em nossas atitudes, acabamos por dar risada, por ter feito tantas coisas para simplesmente agradar a quem queremos que fique ao nosso lado, cegamos nosso bom senso e é preciso acordar para o agora. Obrigado pelo artigo, que muito elucidou, acredito que não apenas um momento mas de muitas pessoas, providencialmente. Abraço

Anônimo disse...

Olá, felizmente, embora tardio, percebi isso, cedia para poder ser aceita entre familiares, amigos e colegas. Hoje, exatamente hoje, fiz uma cessão de análise onde o tema foi esse assunto. Vejo que ao mudar minha forma de me relacionar com as pessoas, percebo que as mesmas estão surpresas, porque não tenho mais aceitado continuar a ser a pessoa que precisava de aprovação dos outros. Hoje, quero o que é bom para mim, se for bom para o outro ótimo, se não, paciência. É claro, que para td regra há excessões.
Sandra

Anônimo disse...

Oi... Sinto-me como o Anônimo d dia 6 julho 2011 das 10:56. Mandei o companheiro embora pq me cansei de ceder! De pedir q deixasse d fazer certas coisas q m irritavam,ou q m ajudasse com outras mas não houve concenso. Temos uma bebê com quase um ano e eu tou no limite d mim... Ceder é o caminho da perdição, mas ser o contrário nos deixa sós. Quero morrer... Deus não me ajuda a acabar com o sofrimento.

MAGNUS disse...

Na infância precismos educar mostrar o que nós pais acreditamos ser certo ou errado, porque querendo ou não nos confrontamos um dia com situações em que precisamos distinguior uma coisa da outra, e se nos limitarmos a deixar as decisões por conta dos filhos, criaremos quem sabe um cidadão delinquente, sem opinião, o nosso papel é dizer sim "isto é certo", "isto é errado". E isso não tem nada a ver com dar mais mais amor o menos amor, dependendo daquilo o que vc diz para seu filho, a obrigação de um pai e uma mãe é EDUCAR seu filho para sociedade, e da melhor forma que ele sabe e como ele sabe, porque não existe manual de como educar, fazemos o que é melhor. E não vejo como não estender os padrões que se aprende em família para sociedade e para nossos relacionamentos, afinal de contas passamos a maior parte de nossa vida ao lado de nossos familiares e não da sociedade ou do novo marido, namorado, amigo. Somos seres humanos e devemos ser sim mais "humanos", ceder mais, ser menos induvidualista, amar mais, deixar alguém passar a frente na fila do supermercado, deixar um pouco birra de lado e criar uma harmonia maior em nossos lares, ir naquela festa que vc acha que é "Chata", afinal de contas o que é uma festa, se uma gentileza, pode gerar uma gentileza.Afinal de contas vc não deve estar abrindo mão de tanta coisa assim, talvez vc esteja abrindo mão sim, de passar um bom momento ao lado de alguem que pode estar lhe proporcionando um momento feliz, ao invés de vc ficar de pantufaas na frente da televisão olhando a novela das 9hs. Mas se vc gosta disso, também não tem nada de mais, isso também é bom. E acredito que nossa vida não pode se resumir em "pequenas" acomodões ou pequenas concessões, acredito que somos seres muito mais elevados, muito mais evoluidos, e que podemos fazer grandes concessões, podemos fazer coisas grandes, para que esse nosso mundo seja um pouco melhor, e isso começa em casa, na família, com os amigos com os filhos, com o marido. Temos uma alma grandioza, o que precisamos e nos dar conta disso, e se tivermos problemas que nos machucaram na infancia, ou em qualquer momento de nossa vida, temos o dever de nos curar e nos cuidar, porque estas coisas foram geradas por nós mesmos, a mente é um universo muito vasto, que nos permite absorver crenças que não são nossas e muito menos de nossos pais, elas simplesmente se criaram, cabe a nós seres divinos de luz buscar a cura. Mas tendo a grandeza de ceder, de acreditar, de ouvir o outro, sermos mais solidários. Vamos nos doar com mais amor, mais carinho, sem tantos traumas, a vida é tão linda para nos fecharmos e deixar de ceder para tudo que pode nos fazer mais feliz, e não podemos colocar a responsabilida no outro daquilo que somos, nem na nossa criação, temos uma força interior e o livre arbitrio para mudarmos tudo o que queremos e acredito que podemos, fazendo isso cedendo SIM, estendendo a mão SIM, isso só fará de nós pessoas mais felizes.

Diogenes Pereira de Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Bom dia Ana. Parabéns pelo texto. Até que enfim surgiu alguém para dismistificar esta questão. Sempre pensei assim, sempre fui rotulado e ainda sou, como egoista. Algumas vezes fiz concessão e outras não Esta história de ter a imagem de bonzinho, acabamos concedendo e depois cobramos. Obrigado Ana. Grande abraço. Excelente fim de semana. Marcos Dupim

Yara Lucena disse...

Peço sua permissão para desenvolver um pouco mais.
Estamos em maior menor grau "alterados" pela opinião e experiencia das pessoas que nos são caras , desenvolvemos como conseguencia maneiras disfuncionais de comportar para satisfazer nossa necessidade de agradar e ser amado.
Crescemos confusos, sem saber quem somos, que queremos, ou como atender os nossos desejos sem perder o amor tão almejado e necessário.
Vamos consolidando essa maneira de atuar, perdemos o nosso proprio eu e deixamos de ser capazes de entender a célebre frase: ame o próximo como a ti mesmo! Está muito claro, ao menos para mim, que nela está implícita a ideia de que primeiro amemos a nos mesmos e depois aos outros.Primeiro há que amar-se a si mesmo, é o aprendizado do amor, é a primeira lição,só depois que se graduares nela estarás pronto para amar ao outro.
Se não me amo como posso sentir-me digno de ser amado?
Como não me sinto merecedor então busco modos de demonstrar que sou merecedor fazendo coisas para agradar, sendo bondoso,generoso e me colocando em situações que não quero para demonstrar que mereço ser amado,uma relação nessas bases enferma.
Por outro lado se me amo: Estabelecerei relações em que a liberdade , a sinceridade, o respeito e a aceitação estarão presentes, não haverá a cobrança nem a sensação de que apenas um lado está sendo feliz e recebendo o que deseja.
Essa relação será enriquecedora, cálida, prazeirosa e gratificante!
Será ceder por que está o desejo de estar com o outro, de querer desfrutar de sua companhia, ainda que isso implique em estar onde não queríamos, ou comer o que não queríamos, existe inclusive a posibilidade de comunicar, ou não, ao outro que não quería comer ou estar nesse lugar mas ESCOLHI estar, não para ser digno ou merecedor,mas para satisfazer a minha vontade de estar com o outro.
Isso é ser flexível, autentico, transparente é funcionar bem, caso contrário nos tornamos seres egoistas, intratáveis, dominadores e manipuladores e viveremos sós.
AMAR É CEDER SIM! DESDE E QUANDO isso nos gratifique e que tenhamos a conciencia de que o fizemos por QUE ASSIM ESTAMOS ATENDENDO A NOSSA NECESSIDADE INTERNA e não sendo bondosos para ser dignos de amor!
Se há o registro de que o fizemos por escolha e não somente para agradar a terceiros ganhamos a capacidade de desfrutar a vida com mais liberdade , menos tensão, menos preocupação demonstra capacidade de adaptação às situações, autoconhecimento,capacidade de responsabilizar-se pelos proprios atos sem necessidae de colocar a culpa nos outros por nossas equivocações ou malas escolhas, é poder tolerar as frustrações, é compreender que para sermos felizes não necessáriamente temos que fazer apenas o que queremos ou desejamos sempre há a posibilidade de escolher!
Resta-nos então fazer a MELHOR escolha , aquela que atenda as nossas necessidades. Determinada qual é a necessidade a ser satisfeita escolher o modo mais eficiente de obte-la tendo sempre em foco o nosso interior, a mossa opinião , a nossa sensação, a nossa vontade, então ainda que ceda o faço POR MIM, para minha satisfação me respeitando e me amando.
Quando me amo posso dar ao outro amor e ele não será responsabilizado pelas minhas escolhas, nem pelo que lhe ofertei ja que o fiz com base no amor que sinto por mim.
Portanto estando em sintonia com o nosso eu interior amamosa nós mesmos e poderemos ofertar amor, entenderemos porque dizem: quem ama perdoa! quem ama dá! Entendemos que amar é dar e implica em receber ja que quando damos estamos em verdade fazendo uma autodoação!
Se logramos conquistar esta autonomia podemos escolher com liberdade mas também permitiremos que o outro seja livre!
Do encontro desses seres germinará o amor real, mútuo,sincero, autentico e pleno, cujo caminho conduzirá a uma experiencia dentro dos marcos realistas e a uma (con)vivencia com plenitude em todas as áreas onde não tem a menor importancia determinar se ceder é certo ou errado, depende!!!!!!!!!.

Anamaria Lima disse...

Olá Dih!

Fico feliz que você tenha gostado e se encontrado no texto ;)

Como você mesmo disse, as vezes dói sairmos no padrão de agradar porque pensamos que somos responsáveis pelas tristeza ou insatisfação da pessoa que foi contrariada.

Mas lembremos: o outro se frustra e se contraria por questões dele mesmo que apenas foram trazidas a tona com nossa atitude.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Olá Stela Abduch,

É mnesmo maravilhoso está de coração aberto para poder experienciar e descobrir coisas novas na vida. Isso é sempre bom, concordo inteiramente com você.

Os exemplos que você citou não se encaixam na concessão e sim na flexibilidade que é bem diferente. A questão, como você mesma colocou,é ter maturidade para separar essas duas coisas.

Costumo de dizer que é a forma mais fácil de flagrar a concessão é se cobramos depois, mesmo que seja apenas em pensamento.

Obrigada por compartilhar! Seguimos conversando...

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

É sim, Poltrona Rosa!

Mas lembre-se que você sempre pode escolher mudar essa situação.

Muita luz!

Anônimo disse...

AAh bunda mole para tudooo
odiei o blog!!

Anônimo disse...

Acho que esse texto pode estimular o egoísmo e o individualismo das pessoas ao colocar suas próprias vontades e necessidades acima do bem, da compreensão, do companheirismo, da solidariedade, da cumplicidade...é por isso que não conseguimos encher facilmente as mesas de almoço no domingo na casa dos nossos avós, curtir as brincadeiras das crianças, embarcar nos gostos musicais ou outras preferências das pessoas que nos cercam pelo simples fato de contarem um pouquinho da história delas mesmas...tantas famílias fragmentadas e laços frágeis de amizade!
Se pensarmos bem, ninguém é do jeito que a gente imagina, as pessoas já são únicas e diferentes entre si, todos já nascemos com a CONcessão de termos e precisarmos CONviver com outro.

Vitória Leiria disse...

Atualmente consigo perceber melhor a diferença entre ceder e flexibilizar. Consigo ser mais feliz ao não me anular para poder compartilhar tempo, conhecimento, afeto.

Anamaria Lima disse...

Oi Priscila,

Concordo com você integralmente. Apenas consertaria os exemplos que você disse que eram concessões por momentos de flexibilidade.

Faz toda diferença! Mas essa diferença, como você bem colocou, a gente só percebe quando tem intimidade com a gente mesmo. E isso leva tempo e investimento no auto-conhecimento.

Obrigada por compartilhar sua opinião!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Querido Diogenes,

Grata pelo novo poema!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Querido Joselito,

Primeiramente, gostaria de agradece-lo por compartilhar sua experiência aqui.

Vamos lá. Somos muitas vezes levados a crer que concessões como ir a um show que eu destesto com minha esposa ou a um jantar de família que não estou a fim são "pequenas" e que não pode nos trazer nenhum mal. Engano.

São justamente as pequenas coisas do dia a dia que devemos ficar atentos. As grandes decisões nem se fala! Se você se permitir perceber o que o faz "ceder" nas pequenas coisas e quem são as pessoas para quem você faz as concessões, talvez descubra sentimentos que nem pensava sentir.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Caro anônimo,

Você disse: "minha vida é assim.vivo com uma mulher que não amo.trabalho numa porcaria de emprego que detesto.mas tenho que fazer o teatro de bom marido p não magoa-la.e ir p aquela porcaria de trabalho que eu detesto,é uma prisãp p mim.as vezes rezo p o tempo passar rapido e ir embora desse mundo.é unica forma de me liberta entende.o que faço???"

6 de julho de 2011 10:56


Olha, o ser humano é muito interessante. Ele se acostuma com tudo, até com as coisas ruins, não é mesmo? É que todos nós temos muitos medos e o novo assusta!

Então, as vezes, estamos em uma péssima situação e mudar significa pular num abismo, é não saber o que vai acontecer. E ai, ficamos numa situação que nos deixa infeliz, mas pelo menos ali o território é conhecido e nós já sabemos o que fazer e o que esperar.

Talvez você tenha a crença de que não vai encontrar outra pessoa e que é isso mesmo, tem que ficar nessa situação. O medo de se achar velho e que por isso vai ficar só é muito comum e prende muitas pessoas em relações falidas.

Você já sabe que o casamento e o emprego estão ruins. Não há nada a fazer a não ser a separação e ir buscar algo profissionalmente que seja mais interessante para você.

Para isso, basta ter a coragem de enfrentar seus medos e seguir em frente. Se já está tudo tão ruim, o que você tem a perder???? Tendemos a acreditar que a mudança nos trará apenas sofrimento. Será? Quantas coisas boas você está evitando de viver por estar "agarrado" ao velho. Para o novo chegar, é preciso abandonar o velho, certo?
É tão simples que a gente nem acredita que é possível. Mas é!

Então vá fundo! Você é o único responsável por sua felicidade. Ela depende exclusivamente de você!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Nova era,

Quando não nos causa sofrimento, não é concessão. Mas lembre-se: nosso coração só transborda quando sabemos quem de fato somos.

Grata por compartilhar sua opinião.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Olá Cristina Mikowski,

Você tocou num ponto fundamental: "as vezes passamos isso para os nossos filhos (referindo-se às concessões)".

Pois é, o que é "genético" e passa de pai/mãe para filho (a) são nossos comportamentos doentes.

Que bom que você está atenta para isso e pode desde já contribuir, a partir da sua própria mudança, para que seus filhos possam expressar o que verdadeiramente sentem e consequentemente serem pessoas mais saudáveis e felizes.

Obrigada por compartilhar sua experiência!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Olá Luma!

Fico feliz de você ter chegado mais perto de você, a partir do texto.

É isso mesmo: as concessões, cedo ou tarde, nos trarão prejuizos mentais e/ou físicos.

Grata pelo seu retorno.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Querida Maria Luiza,

Fico imensamente feliz de você ter percebido o mecanismo sofisticado que é a tal concessão. Só depois de compreendermos isso tudo, é que somos capazes de entender também que não somos vítimas de ninguém, muito menos dos acontecimentos.

O que faltava era apenas auto-conhecimento para que pudéssemos dar limites as pessoas.

Parabéns! Siga firme em sua jornada!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Querido anônimo,

Você disse: "Não acho que quando fazemos uma coisa para agradar alguém, nos traga frustação, porque principalmente nas relações afetivas, nos sentimos felizes quando fazemos alguém feliz. Pior seria se fizéssemos apenas o que quisermos e do jeito que quisermos. Assim nos tornaríamos pessoas egoístas!"

É importante esclarecer que fazer algo para agradar alguém em si não é problemático. É maravilhoso.

O que não é ok, nem genuíno, nem muito menos expressão de amor, é quando em nome de agradar alguém nós ficarmos "desagradados". É disso que se trata a concessão.

É incrível nunca pararmos para refletir de como a gente se permite ficar mal para o outro ficar bem.

Nos sentimos profundamente incomodados em contrariar alguém, mas contrariar a nós mesmos parece não ter problema algum.

Egoísmo é não permitir que nós e outro sejam, sintam e expressem o que verdadeiramente sentem, mesmo que isso não agrade a todos.
Pense nisso...

Amor e luz.

Anamaria disse...

Querida anônima,

Você disse: "PARABENS... gostei muito do texto e sei que faço esse tipo de coisa. nao gosto de ir na casa de minha sogra,mas vou porque meu marido me chama p/ ir,mas cobro dele porque ele quase nao vai na casa de minha mae,mas vou começar a prestar mais atençao nisso daqui p/ frente..obrigado"


Nossa, minha alma fica radiante de poder contribuir um pouquinho com a evolução da sua. Comece a praticar a verdade, ser fiel a você, ao que sente, às suas vontades e verá a harmonia florescer em sua vida.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Oi Erika Horst,

Obrigada por compartilhar sua experiência aqui.

Em breve, escreverei sobre a diferença entre concessão e egoísmo. São coisas bastante distintas!

De qualquer forma, já dei umas pinceladas em outras respostas e você pode dar uma lida ;)

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Querida anônima,

Você disse: "Em meio a tantas circustâncias que nos influenciam diariamente, as vezes não estamos tão a luz da conciência para percebermos que estamos concedendo além da conta, mas por certo, chega um momento que nossos olhos abrem-se para nós mesmos e começamos a pensar realmente em nossas atitudes, acabamos por dar risada, por ter feito tantas coisas para simplesmente agradar a quem queremos que fique ao nosso lado, cegamos nosso bom senso e é preciso acordar para o agora. Obrigado pelo artigo, que muito elucidou, acredito que não apenas um momento mas de muitas pessoas, providencialmente. Abraço"

Fico imensamente feliz de ter podido ajudar você a chegar mais perto da sua verdade interior. É só assim que toda abundância espiritual e material podem acontecer em nossas vidas.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Cara anônima,

Suas palavras: "Oi... Sinto-me como o Anônimo d dia 6 julho 2011 das 10:56. Mandei o companheiro embora pq me cansei de ceder! De pedir q deixasse d fazer certas coisas q m irritavam,ou q m ajudasse com outras mas não houve concenso. Temos uma bebê com quase um ano e eu tou no limite d mim... Ceder é o caminho da perdição, mas ser o contrário nos deixa sós. Quero morrer... Deus não me ajuda a acabar com o sofrimento."

7 de julho de 2011 06:10

Amada,

Não fazer concessões não tem o poder de nos deixar sós. A questão é que não aceitamos que o outro também opte por ele e aí começam as brigas, os desencontros.Seja verdadeira consigo mesmo e perceba onde também você apenas cobrou porque deu aquilo que não queria.

O que nos deixa sós é não nos conhecermos.

Ninguém, muito menos Deus, pode te ajudar. O poder está todo dentro de você, só você pode se ajudar.

Apenas aceite o momento que está passando, porque tudo passa. Até os momentos ruins. Depois do caos sempre vem a bonança, sempre. Talvez você possa procurar ajuda profissional para acompanhar o seu processo.

Obrigada por compartilhar um pouco da sua história.

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

Oi Sandra!

Olha, nunca é tarde para perceber o que se passa com a gente e mudar! Nunca! Não sei quantos anos você tem, mas não importa. O quanto tempo de vida que você ainda tiver que sejam maravilhosos, leves, felizes!

Continue firme na sua jornada!

Amor e luz.

Anamaria Lima disse...

OLá Marcos Dupim!

Fico feliz de você ter se encontrado no texto!

Obrigada por compartilhar sua história!

Amor e luz, querido.

Anamaria Lima disse...

Olá Magnum!

Muito grata por você compartilhar sua experiência aqui.

Vejo mesmo que há muita confusão entre concessão e egoísmo. Como falei para outra pessoa aqui mesmo, são coisas bem distintas e que vou parar para escrever sobre elas, embora em algumas de minhas respostas pincelei um pouco sobre o tema.

Seguimos conversando...

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

Querida Yara,

Muito grata por suas contribuições! Concordo com suas palavras sábias, tão bem colocada. Só insisto em dizer que quando fazemos por nós, mesmo que uma escolha aparentemente pelo outro, isso não pode ser chamado de concessão. Não a concessão de que tratei no texto.

O caminho do auto-conhecimento é o único que conheço capaz de nos trazer tamanha consciência de nós mesmos, não nos permitindo cair nas armadilhas da concessão.

Amor e luz!

Anamaria Lima disse...

É isso mesmo Vitória Leiria! O caminho é cada vez mais irmos mais para dentro de nós mesmo para perceber essa diferença (entre ceder e flexibilizar) que as vezes pode ser tão tênue.

Grata por você compartilhar aqui.

Continue firme em sua jornada!

Amor e luz.

Diogenes Pereira de Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diogenes Pereira de Araujo disse...

YARA LUCENA:

Seu comentário é substancioso.

O tema é fundamental para a vida a dois e familiar, de modo geral.

Uma pessoa, para amar, tem que amar primeiro a si, por certo uma questão de valores. O maior valor é Deus e a natureza de Deus é ser O Amor.

Quem ama a Deus e quem celebra a Deus ama a si próprio e se habilita mais a amar.

Muitos, em prosa e em verso e, ainda mais, na vida prática vivem à procura de quem os ame. Deus nos ama, em primeiro lugar. Se recebermos, se colhermos este amor, tal qjual as abelhas buscam o néctar, teremos o mel do amor para doar a outrem.

Proponho, de novo, o soneto:

EU SOU VOCÊ

O amor tem por premissa a oração:
quem quer amar primeiro busque o orar
e peça a Deus que dê a revelação

de como amar alguém. Deus nos conhece
só Ele pode o Amor nos outorgar:
em todo Amor há Deus que à terra desce

No espaço, no vazio da fé cristã
avassalou no mundo a impiedade.
Por que fazer do amor palavra vã?
De mais pessoas que amem de verdade

o mundo está carente e ansioso espera.
No Amor sempre está Deus, é o que se vê.
O Amor transcende o eu e nos supera:
no amor Você Sou Eu e Eu Sou Você

Diógenes Pereira de Araújo

catia disse...

concordo em gênero e número,sabe vivi minha juventude da maneira que pude c meus erros e acertos mas não fui feliz em meu casamento, não me submeti a várias concessões e sofri muito c isso, agora em um outro relacionamento tento me doar mais, aceitar, não cobrar,aprender a não me achar um lixo ou chorar quando não fazem a minha vontade, muitas vezes fui a lugares q não queria ir e foi o máximo!!! não posso descontar nas pessoas meus ataques de menina mimada, achando q só por q sofri mereço q todos me mimem!! meus filhos merecem e com certeza eles terão amanhã uma mãe melhor do que fui hoje!!!

Rosana disse...

Olha, penso que ser flexível é isso mesmo, mas hoje parece que as pesssoas estão num estado de intolerância total. Não só às decisões de fazer coisas juntas,mas até você quase não pode discordar da pessoa, e ela já te responde agressivamente dizendo, quase gritando:" ENTÃAO, VOCE NÃO ACREDITA EM MIM??? , EU SEI ISSO ,EU SEI AQUILO..OU JÁ FALEI QUE ERA ASSIM.... e então a gente "abaixa" o faixo e diz, "deixe queto".

Rosana Leutério.

Marcilia disse...

O dia em enterdermos e conhecermos o AMOR no verdadeiro sentido que ele tem, entenderemos que: Quando se AMA de verdade cedemos sem cobrança, sem arrependimento e principalmente sem obrigações. Aquele que sede para ficar em "harmonia" como foi dito no seu texto realmente ficará frustado e cobrará com juros tudo o que fez pelo outro. Mas aquele que tem dentro de si um AMOR como nos foi ensinado por JESUS, ah...esse cede com "prazer" e não faz conta nenhuma dos juros a ser cobrado, pois se sente muito bem em estar verdadeiramente em harmonia com o mundo todo. Este sentimento é difícil para maioria das pessoas porque somos egoistas no nosso gostar e no nosso amar e o EGOÍSMO é a pior chaga dos seres humanos.
Se formos nos comportar como você disse no seu tão bem formulado texto, viveremos em uma redoma onde só é válido aquilo que "nos faz bem"...e olha Anamaria, com todo respeito a você...não fomos criados para vivermos somomente nossas vontades, ao contrário, somos dependentes sim uns dos outros, por mais que acreditemos que não. A prova disso é que até para nascermos dependemos da relação de duas pessoas.
E com relação a casamento, quem quiser viver só para si que não se case, pois casamento é conseção das dua partes, e quando entedermos o verdadeiro sentido do AMOR pode ter certeza de não haverá mais tantos casamentos desfeitos, tantas brigas e cobranças. Se nos mirarmos no exemplo que JESUS nos deixou começaremos a entender o AMOR no seu verdadeiro sentido.
Talvez isso não aconteça facilmente, porque infelizmente os seres humanos não acreditam na ecistência de um SER CRIADOR DE TODAS AS COISAS, DEUS.

Anamaria Lima disse...

Queridas Marcília, Rossana e Cátia,

Muito obrigada por compartilharem no blog :)

Os sentimentos de todos são muito bem vindos por aqui.

Muito amor e luz para todas vocês!

Diogenes Pereira de Araujo disse...

Os comentários de Marcília tem bons fundamentos.
Partilhando nossas opiniões vamos aprendendo um pouco mais sobre assunto de grande importância.
Em tempos: smor não é sermntimento; é decisão. Amar envolve riscos.
Vale dizer que o amar produz sentimentos de excelente qualidade.

Ana Silva disse...

Ah..a sabedoria de encontrar o perfeito equilíbrio entre flexibilidade e a eterna concessão.Suas colocações são muito pertinentes!