De Puna Pra Rishikesh
Após alguns dias em Puna, partimos de trem pra sagrada Rishikesh. A viagem não foi tão cansativa quanto eu esperava. Deitado você viaja bem por um bom tempo. Deu pra conhecer a Índia mais Humilde, nada diferente da maioria dos países de terceiro mundo da América Latina. Saímos da agitada, mas não menos interessante Puna para a calmaria de Rishikesh.
A atmosfera em Rishikesh é muito leve. Pode-se caminhar tranquilamente quase que a qualquer hora do dia e da noite. A Yoga está por toda parte. Pode-se escolher que tipo de curso ou prática você deseja fazer. Tem coisas lindas pra ver e comprar, comer ou simplesmente se satisfazer com um pôr do sol à beira do Ganges. Mantras estarão tocando em quase todo lugar que se vá. Pode-se dizer que Rishikesh é light. Um ótimo destino não só para yogues do mundo todo, mas para casais... é bem interessante. Você é apenas mais um no meio de tantas pessoas diferentes e isso te deixa uma sensação de estar em casa.
Estamos caminhando para o final de nossa estada aqui e você fica com uma estranha sensação de como se tivesse receio de ir embora pra não se arrepender depois de tão agradável que é Rishikesh.
Eu e Zaki estamos pensando em voltar pra Puna dia 19 desse mês. Poderemos passar por Jaipur antes, pois fica no caminho de New Delhi.
Nossa estada no Dayananda Ashram acaba depois de amanhã ao final do curso de Iyengar Yoga. Vamos para outra morada mais perto das práticas de yoga, digamos, mais roots. Mais próximas do tipo de prática feita pelos indianos. No Dayananda era um curso e isso é bem diferente de uma prática diária... sem tanto rigor e exigência de um estudo aprofundado do Yoga.
Mandaremos mais notícias pra galera do pura luz.
Grande abraço a todos.
Hari Om!!!!
Fred.
A Vida Num Ashram
Estou acordando às 5 da matina, ainda noite. Podem-se ouvir mantras ecoando pela pequena Rishikesh. Pelos microfones de algum lugar todo dia ouço um mantra cantado por uma voz de mulher, chego perto na sala de Yoga e, no templo bem ao lado, vários indianos cantam mantras repetidas vezes... centenas de vezes.
Após alguns dias em Puna, partimos de trem pra sagrada Rishikesh. A viagem não foi tão cansativa quanto eu esperava. Deitado você viaja bem por um bom tempo. Deu pra conhecer a Índia mais Humilde, nada diferente da maioria dos países de terceiro mundo da América Latina. Saímos da agitada, mas não menos interessante Puna para a calmaria de Rishikesh.
A atmosfera em Rishikesh é muito leve. Pode-se caminhar tranquilamente quase que a qualquer hora do dia e da noite. A Yoga está por toda parte. Pode-se escolher que tipo de curso ou prática você deseja fazer. Tem coisas lindas pra ver e comprar, comer ou simplesmente se satisfazer com um pôr do sol à beira do Ganges. Mantras estarão tocando em quase todo lugar que se vá. Pode-se dizer que Rishikesh é light. Um ótimo destino não só para yogues do mundo todo, mas para casais... é bem interessante. Você é apenas mais um no meio de tantas pessoas diferentes e isso te deixa uma sensação de estar em casa.
Estamos caminhando para o final de nossa estada aqui e você fica com uma estranha sensação de como se tivesse receio de ir embora pra não se arrepender depois de tão agradável que é Rishikesh.
Eu e Zaki estamos pensando em voltar pra Puna dia 19 desse mês. Poderemos passar por Jaipur antes, pois fica no caminho de New Delhi.
Nossa estada no Dayananda Ashram acaba depois de amanhã ao final do curso de Iyengar Yoga. Vamos para outra morada mais perto das práticas de yoga, digamos, mais roots. Mais próximas do tipo de prática feita pelos indianos. No Dayananda era um curso e isso é bem diferente de uma prática diária... sem tanto rigor e exigência de um estudo aprofundado do Yoga.
Mandaremos mais notícias pra galera do pura luz.
Grande abraço a todos.
Hari Om!!!!
Fred.
A Vida Num Ashram
Estou acordando às 5 da matina, ainda noite. Podem-se ouvir mantras ecoando pela pequena Rishikesh. Pelos microfones de algum lugar todo dia ouço um mantra cantado por uma voz de mulher, chego perto na sala de Yoga e, no templo bem ao lado, vários indianos cantam mantras repetidas vezes... centenas de vezes.
Ainda é noite quando pego um copo de Chai, um chá feito com o mais puro leite de vaca misturado com ervas e gengibre. Adoro. Tomo dois copos antes da aula que começa às 6h30min e vai até às 9 da manhã...Iyengar Yoga forte, focada no alinhamento e força. Da sala pode-se ver o Ganges correndo forte... corredeiras e muitas pedras.
Durante a aula quando o sol começa a sair as gralas (um tipo de corvo) começam a, lógico, gralhar. Tem muitos pássaros e podemos ouvir uma verdadeira sinfonia matinal, pois não tem música na prática. Não é necessário com tudo isso ao redor. Os mantras continuam por muito tempo...
Sinos tocam de maneira rítmica - teng teng teng, de tempo em tempo, inclusive às 3h30min da matina quando abro os olhos pela primeira vez. O único intervalo é logo após o almoço e às 3h30min da tarde recomeçam os estudos...sânscrito ou vídeos ou yoga sutras, mantras e tal.
A prática das 5 da tarde acaba às 7h30min com meditação no final. Um cara com uma voz tipo Darth Vader vem conduzir... SHANTA... SHANTI.... ..
Às 8h30min da noite, logo após o jantar, tem mais um estudo na sala apelidada de FREEZER... pense numa parada gelada! Depois só se tem uma coisa a fazer... ir pro quarto empurrado pelo frio que vai chegando e, então, você só tem a leitura e acaba dormindo pra conseguir levantar no outro dia.
Tomo banho quente às 5 de la matina e tudo começa de novo.
Nos lugares que falei tem de tudo e de todo tipo de gente... das montanhas, vindos do deserto, maometanos, habitantes do Himalaia com burricos pra subir a montanha, bois e vacas pequenas que nunca tinha visto, macacos que vemos na tv ficam junto a você, pois não são molestados.
A cena que mais me chamou a atenção hoje foi a de um filhotinho de carroco (segunda vez que vejo isso). Pequeno mesmo, tipo um poodlezinho preto... mais ou menos dois meses. Eu ia entrando na casa que estou fazendo um curso de massagem (ainda tem isso!) e esperei pra ver, antes de entrar, preocupado com o cãozinho. Carros, Hicchar ( aquelas motinha que tem no peru), bicicletas... e ele sozinho no meio da rua andando. Galera, todo mundo diminui! Buzina pra cacete, mas ninguém se atreve a nem encostar. Até que um homem, sorrindo, pegou ele e levou pra lateral da pista. O respeito deles com a vida e incrível! Por isso que o Ganges é repleto de pássaros, patos, mergulhões e ainda dá pra ver os peixes nadando.
A paisagem é bonita, mas as melhores fotos são as que apontam para o habitante dessa terra... as cores, a enorme quantidade de gente e tudo mais. E você não vê ninguém tomando um gole de álcool, mesmo os mais pobres... mendigos. Você também não vai se sentir ameaçado em momento algum. Isso deve ser cultural. Penso como estamos no caminho errado no Brasil. Errado aquele que pensa: se os políticos no Brasil roubam, o povo quer roubar. Aqui os políticos são tão corruptos quanto no Brasil, mas o povo aqui tem um tipo de honra... incrível!
O Ganges às vezes me faz lembrar o barulho do mar... no problem!
Como se diz aqui com um sorriso no rosto...
Namastê.
Mando novas.
Fred.
*Fred é professor de Yoga do Pura Luz e está na Índia em formação complementar.
Um comentário:
Fred, foi uma delícia ler o seu relato, é como se a gente tivesse aí, vendo, participando. E como você escreve bem! Que bom saber que está tudo bem por aí, manda mais que queremos ler!!
Namastê.
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