Nossos nós enlaçados
Apertados
Sufocantes demais
Nós na garganta
No peito
No estômago
Nos joelhos que não dobram
A nossa resistência:
"Tenho medo, não sei ser livre"
E depois?
Estou segura aqui?
Nesse oceano de tudo que me fizeram ser e que não sou?
(Ou não era?)
Estou segura nesse mundinho ínfimo no qual navego?
O que há além mar?
Mexer na vidinha arrumada e caótica dá medo, dá pânico
Sim, temos coragem
Nossas crianças
Tantos espelhos
Espelhos que me mostram tudo que já fui, como sou e como poderia ser
Como me assusta meus espelhos enviezados!
Meu corpo inteiro sua quando olho através deles
Meu coração fica aflito - em desespero galopante
As tantas de mim ficam tontas
Quero fugir
.
.
.
No salão tantas almas doloridas
Tantas mágoas
Tantas crianças abandonadas, violadas
Tantas crianças curadas
Inteiras
Seguras
Confortadas
No salão de curas
De luzes
De maestria
De cuidado
De cicatrização
Nada possível sem nós
Sem a mestra maestra
Sem as falanges protetoras
Agradeço a tudo honrando o que sou
O que serei
Honrando minha vida
Meu talentos
Tropeçando sim,
Errando sim,
Agradecendo sempre.
Agradeço a mim mesma
Agradeço a Ma Prem Zaki
Agradeço a Nós, pura luz
Muito obrigada ao universo por toda e cada oportunidade
Até as mais doídas
Porque sei que posso
Porque sei que passo
Obrigada a nós-que-somos-um
Que se rompa o tempo
Que venha a nossa evolução
Obrigada sempre
Namastê,
Kali Rocha.
2 comentários:
Agradeço a tudo honrando o que sou
O que serei
Honrando minha vida
Meu talentos
Tropeçando sim,
Errando sim,
Agradecendo sempre
Lindo, Kali! Abraços em ti!
Sheila
Beijos, Sheillitah!
Obrigada.
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